'Atmosfera Artificial', do artista mineiro Guilherme Cunha, propõe dar forma ao ar

Um elemento vivo, que preenche um espaço inteiro, seja em um ambiente fechado ou aberto. Um elemento vivo, que não tem corpo, não tem forma, cheiro e nem cor. Assim é o ar atmosférico, tão fundamental para a sobrevivência de qualquer ser vivo.

Nesse contexto, o artista mineiro Guilherme Cunha afirma que, assim como o ar é capaz de materializar a poética da vida, a ideia coordena a revitalização e funcionamento de um organismo. Esta reflexão é parte da obra “Atmosfera Artificial”, na Exposição Diálogos Imaginários, realizada de hoje, 2 de junho, a 18 de julho, no Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, em Brasília/DF. Para viabilizar a instalação, o artista conta com o apoio da Linde Gases, que forneceu 35 cilindros de oxigênio medicinal.

 

O apoio da Linde ao trabalho de Guilherme Cunha tem um significado especial. “Somos uma empresa que produz gases e soluções usados por indústrias e para fins medicinais, tendo no ar a nossa matéria-prima mais fundamental. São tantas as funções benéficas que o ar exerce na vida das pessoas, mas por não conseguirmos enxergá-lo, todos os benefícios passam despercebidos. A instalação de Guilherme dará forma ao ar e ao seu movimento e atuação, e isso é muito expressivo do ponto de vista de passar conhecimento e vivência de algo sensorial, mas vivo”, avalia Tathiana Ostorero, gerente de Comunicação e Inteligência de Mercado da Linde.

 

A Exposição Diálogos Imaginários reúne seis obras inéditas inseridas na proposta de reflexões sobre a dinâmica e natureza do conhecimento humano, convertendo percepções e impulsos sensoriais em conhecimento. Com a instalação “Atmosfera Artificial”, Guilherme Cunha propõe ao público uma experiência diferente ao apreciar uma obra, em um ambiente laboratorial de experimentações poéticas, sem os comuns apelos visuais, tácteis ou narrativos. A instalação vai interagir com o visitante por meio do oxigênio que sairá dos cilindros em funcionamento. “A obra será consumida pelo pulmão do visitante, unindo-se e atuando sobre cada um deles em uma camada de contato intracelular, passando a fazer parte da constituição molecular de seus corpos”, afirma Guilherme.

 

Serviço

 

Abertura: 2 de junho de 2015, às 19h00

Data: de 3 de junho a 18 de julho de 2015

Local: Espaço Cultural Marcantonio Vilaça

Endereço: Edifício sede do TCU – Tribunal de Contas da União (SAFS, Quadra 4, Lote 01 - Asa Sul)

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; sábados, das 14h às 18h

ENTRADA FRANCA

Agendamento programa educativo: 61. 3316.5221

Informações: 61. 3316.5074

 

O artista

 

Guilherme Cunha é natural de Belo Horizonte (MG), graduado em artes plásticas pela Escola Guignard – UEMG (2004), tendo sido bolsista na Pittsburg State University (KS/EUA) em 2002. Sua produção transita por diferentes meios como desenho, vídeo, fotografia, performance, cinema, objetos sonoros, novas tecnologias e instalações, atuando especificamente no campo de interseção entre as artes visuais, as ciências e a filosofia; com ênfase na biologia, neurociência, acústica, processos cognitivos e modelos perceptivos.

 

Como artista convidado, em 2011 apresentou trabalho de vídeo-dança Pequenas Punições Diárias, junto com a Trama Cia. de Dança, no cultuado Festival de Edimburgo/Escócia (na sessão Fringe). Atuou como artista residente no Atelier # 3 (Casa Tomada, SP), em 2010; no JACA - Jardim Canadá Centro de Arte (BH), em 2012; na Fundação Clóvis Salgado (BH), em 2014; e na RedBull Station (SP). Em 2013, foi contemplado no XIII Prêmio FUNARTE Marc Ferrez de Fotografia.

 

 

02-06-2015

 

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