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Relíquias e Ruínas

Abertura: 10 de dezembro de 2007, às 19h

Exposição : 11 de dezembro de 2007 a 17 de fevereiro de 2008

Oi Futuro (todo o prédio) 

Curadoria: Alfons Hug

Realização: Oi Futuro

Coordenação: Instituto Goethe  

Apoio:Consulado Geral da França e Kulturfest

Entrada Franca 

O Oi Futuro apresenta, dia 10 de dezembro para convidados e no dia seguinte para o público , a exposição Relíquias e Ruínas, com curadoria de Alfons Hug. A mostra reúne fotografias e vídeos de 12 artistas do Brasil, Alemanha, França, Peru, Chile e Canadá, que revelam os mais diversos pontos de vista sobre o patrimônio cultural da humanidade.  Todas as obras são inéditas no Brasil, e a maioria delas foi encomendada especialmente para mostra na Oi Futuro.  Para isso, os artistas fizeram viagens de pesquisa para lugares distantes como Amazônia, Colômbia, extremo sul e norte do Chile, Camboja entre outros. “As imagens representam um grande desafio para a arte contemporânea, pois convidam a se digladiar com o gênio, o cânone e a ruína, todas essas categorias centrais na história da cultura”, afirma Alfons Hug.   

A mostra da Oi Futuro abrange 32 obras distribuídas por todo o prédio. São quatro vídeo-instalações, um projeto de internet, uma instalação sonora e seis conjuntos fotográficos com um total de 26 trabalhos.  

Os artistas que estão em Relíquias e Ruínas são Lida Abdul (Afeganistão), Julian Rosefeldt, Hans Christian Schink e Frank Thiel (Alemanha), Caio Reisewitz, Mauro Restiffe e Vicente de Mello (Brasil), Edward Burtynsky (Canadá), Rainer Krause (Chile), Marine Hugonnier e Robert Cahen (França), e Sandra Gamarra Heshiki (Peru).  

Para o curador, em contraste com a informação imediata, “com sua tendência para o sensacionalismo, a visão artística é mais justa diante do patrimônio cultural, por um lado, devido a sua sublimidade e pelo outro, graças ao seu distanciamento crítico”. “A relação entre natureza e cidade, história e atualidade são temas que exercem um papel importante na arte contemporânea, assim como a dicotomia entre espaço público e esfera privada, religião e laicismo, reivindicação cultural e primado da economia”.  

A exposição busca uma reflexão para as seguintes questões: Como certos locais adquirem um significado mais elevado, até mesmo mítico? Como funcionam as heterotopias sob as condições da mobilidade e da massificação modernas? Como são articulados esses locais da nostalgia pela arte contemporânea? Qual é a função dos santuários da contemplação e da reflexão em meio à cacofonia da vida moderna? Como é possível resgatar no tempo presente o conteúdo utópico do patrimônio histórico? 

Todas as grandes obras do passado, sobretudo aquelas de origem sacra, carregam em si a sua tradução virtual para o presente. Os artistas contemporâneos aprenderam a arrancar uma faísca de poesia a partir dos resíduos mais singelos e a decifrar os indícios recônditos do passado, de modo a que sejamos bafejados por um sopro do ar que envolvia os nossos antepassados. É quase como se houvesse um acordo secreto entre os velhos mestres e os artistas de hoje, uma tênue força messiânica, cujo eco atravessa os séculos.  

Numa época de perda geral do sentido, na qual o que importa são apenas as funções que possam ser explicadas, o patrimônio cultural e, como sua seqüela, a arte contemporânea, impressionam pelas suas qualidades emocionais e simbólicas. Históricas minas de salitre, como as de Humberstone e Santa Laura, no Chile, vistas desse jeito, se tornam fenômenos estéticos superiores a uma experiência puramente científica do mundo. 

O idílio moderno torna novamente presente a unidade perdida entre Deus, mundo e alma, já não pelo caminho da teologia, mas pelo da estética. E aqui não se trata nem de fugir do mundo nem de nostalgia barata. Antes, o patrimônio cultural e a arte, confrontados com uma realidade social precária, nutrem a saudade por um mundo melhor. Portanto, a recuperação da beleza também é um clamor de crítica social, provindo da utopia. Ou, para usar as palavras de Schiller: “Só através da beleza vai-se para a liberdade”. 

Mas o projeto não irá criar apenas uma mais-valia estética e emancipadora. Irá também dar a sua contribuição para a preservação do Patrimônio Cultural da Humanidade, na medida em que aguçará a consciência pública da existência desses tesouros, apoiando assim os esforços da Unesco, do Ministério da Cultura, do Iphan e de empresas privadas.  

O catálogo terá textos de Alfons Hug, Alberto Saraiva (Oi Futuro), Carlos Martins, (diretor Parque Lage), e do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976).  

 

Serviço: Relíquia e Ruínas

Abertura : 10 de dezembro de 2007, às 19h

Exposição : 11 de dezembro de 2007 a 17 de fevereiro de 2008

 

Oi Futuro

Rua Dois de Dezembro , 63 – Flamengo – Rio de Janeiro

De terça a domingo , das 11h às 20h. Entrada franca .

Informações: (21) 31313060

www.oifuturo.org.br

Assessoria de Comunicação do Oi Futuro : Marcio Batista / George Patiño (21) 3131.3095 e 3131.1103  

 

Mais informações :  CW&A Comunicação

Claudia Noronha / Beatriz Caillaux

21 2286.7926 / 3285.8687

claudia@cwea.com.br / beatriz@cwea.com.br

 

Sobre o Kulturfest – Estação Alemã 2007-08

A Alemanha e o Brasil cultivam tradicionalmente estreitas e bem sucedidas relações econômicas, políticas e culturais. E foram estas excelentes relações bilaterais que estimularam a Alemanha realizar o Kulturfest 2007-08. Promovido pela Embaixada da Alemanha em Brasília, pelo Consulado Geral de São Paulo e pelo Goethe Institut, e contando com a cooperação de um grande número de parceiros na Alemanha e no Brasil, o Kulturfest apresenta a mais fiel imagem jovem e moderna da Alemanha e de sua cultura.

De 15 de outubro de 2007 a 3 de outubro de 2008, haverá em todo o país exposições, palestras, eventos musicais, peças de teatro, competições estudantis, participação em bienais e exposições, entre outros. Para mais informações, programação atualizada, press-releases e muito mais, visite o site do festival: www.Kulturfest.com.br

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